Anjo
Era assim que meus colegas me chamavam na época de escola. Minha mãe gostava de deixar meus cabelos castanhos crescerem como os de um querubim...Hoje, aos 18 anos, uso o cabelo raspado bem baixo para compensar. Eu detestava os apelidos idiotas que recebia (e por isso os recebia), poucas pessoas me chamavam pelo nome - Arthur. Eu sempre gostei deste nome, me lembrava às histórias do Rei Arthur e da Távola redonda - Que foi de onde meus pais tiraram o nome.
Morava em uma cidade do interior, e a 1 ano me mudei para Porto Alegre querendo fazer cursinho pra passar na UFRGS. Foi no cursinho que a conheci, Dominique. Lembro o primeiro dia, fui o primeiro a chegar na sala de aula, logo vieram muitas e muitas pessoas, e eu ao lado da janela, como fazia no tempo de escola. A aula havia começado, e do nada, três batidas na porta anunciam a chegada dela, uma garota de altura mediana, cabelos ruivos e brilhantes, pele clara com sardas nos locais exatos. Um sorriso encabulado e um olhar de cachorrinho sem dono para o professor - Assim como qualquer outra pessoa, o professor concedeu perdão àqueles olhos verde esmeralda, ela sabia que este olhar nunca falhava. Ela desfilou pela sala com sua blusa branca e calça jeans, e se sentou atrás de mim, à única carteira livre.
Ela me cutucou e pediu emprestada uma caneta, emprestei a minha vermelha. Ela pagou esta boa ação com um sorriso de diamante e disse: "Obrigada, me chamo Dominique". Eu perdi um segundo admirando aquele instante e gaguejando respondi: "o p-prazer é meu, me chamo A-Arthur". Ela sorriu e disse: "hi! hi! Prazer A-Arthur". Eu sempre fiquei nervoso em situações como esta, com garotas bonitas. Minhas mãos suam e tremem, meus estomago fica como se estivesse oco, eu tropeço nas palavras.
Na finalidade de aprendizagem aquela aula foi um lixo, mas na finalidade de relacionamento foi perfeita. Dominique me cutucava a cada 5 minutos para conversar ou pedir algo, e no fim da aula, ela pegou a minha mão e escreveu o numero de seu telefone com minha caneta vermelha, dizendo: "Me liga pra gente combinar algo A-Arhur, hi! hi!" Nunca fui forte nem fraco, nem gordo e nem magro, me misturo facilmente na multidão, será que foi apenas a dama da sorte que pós ela em minha vida e fez com que eu a conhecesse?
Aquele dia eu a conheci, após três semanas nós começamos a namorar. Engraçado...isso faz mais de um ano...mas pra mim é como se fosse ontem...Como a memória é traiçoeira, nos fazendo sentir saudade das coisas que perdemos.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
PRÓLOGO
"FIM!"
Fim.
E foi assim que tudo acabou entre nós naquela antes maravilhosa tarde de verão. Dominique dava as costas pra mim com lagrimas em seus olhos verde como jade, e disparava a correr, seus cabelos vermelho escarlate se lançando ao vento. O que levou três semanas para se consolidar como relacionamento foi destruído com apenas três letras. Eu entreguei meu coração a ela, e quanto mais ela se afastava de mim, senti meu peito se dilacerar. Mesmo após o pôr-do-sol, ainda não havia acreditado, havíamos brigado várias vezes antes, mas desta vez algo me disse que seria diferente das outras - que era definitivo.
Já era noite enquanto andava até o ponto de ônibus, tentava entender o que havia acontecido, porquê ela teria acabado comigo, porquê tivemos aquela discussão. Confesso, não era o namorado perfeito, muitas vezes pensei mais em mim do que nela, mas nunca fiz nada de errado que não pudesse ser perdoado. Ela disse "não te amo mais" assim como quem diz "vou cancelar a assinatura do jornal". Eu conheço a Domi, sei de todos os seus defeitos e qualidades, mas esta atitude foge do padrão dela - por quê?
Para mim o mundo havia acabado, e eu pensei que este acontecimento era o pior que poderia acontecer áquela noite, aquela fatídica noite - Como estava enganado.
Você deve estar pensando que uma história que começa com FIM não deve ser uma história comum, e de fato, digo a você que minha história não é nem um pouco comum.
Fim.
E foi assim que tudo acabou entre nós naquela antes maravilhosa tarde de verão. Dominique dava as costas pra mim com lagrimas em seus olhos verde como jade, e disparava a correr, seus cabelos vermelho escarlate se lançando ao vento. O que levou três semanas para se consolidar como relacionamento foi destruído com apenas três letras. Eu entreguei meu coração a ela, e quanto mais ela se afastava de mim, senti meu peito se dilacerar. Mesmo após o pôr-do-sol, ainda não havia acreditado, havíamos brigado várias vezes antes, mas desta vez algo me disse que seria diferente das outras - que era definitivo.
Já era noite enquanto andava até o ponto de ônibus, tentava entender o que havia acontecido, porquê ela teria acabado comigo, porquê tivemos aquela discussão. Confesso, não era o namorado perfeito, muitas vezes pensei mais em mim do que nela, mas nunca fiz nada de errado que não pudesse ser perdoado. Ela disse "não te amo mais" assim como quem diz "vou cancelar a assinatura do jornal". Eu conheço a Domi, sei de todos os seus defeitos e qualidades, mas esta atitude foge do padrão dela - por quê?
Para mim o mundo havia acabado, e eu pensei que este acontecimento era o pior que poderia acontecer áquela noite, aquela fatídica noite - Como estava enganado.
Você deve estar pensando que uma história que começa com FIM não deve ser uma história comum, e de fato, digo a você que minha história não é nem um pouco comum.
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